nunca escrevi
sou
apenas um traductor de silêncios
a vida
tatuou-me nos olhos
janelas
em que me transcrevo e apago
sou
um soldado
que se apaxiona
pelo inimigo que vai matar.
(Escre)ver-me, Raíz de rocio. Mia Couto
Apaga la lluminosa realitat
deixa’m dormir.
Dóna’m el següent pas, que jo no hi penso,
dóna’m les forces, que jo ja defuig.
Res a dir,
res per declarar.
2 llegint a la finestra:
Mas quando parece que os silêncios já ocupam tudo e que nada fica por dizer, há um sentimento que teima em lhe por palavras a aquilo tudo que se remove muito dentro nossa... E surgem estes teus versos preciosos.
Cumprimentos
Sempre sorgeix un crit primari –de supervivència?-; desprès del dol hi ha un període de reflexió i calma. El silenci també es molt necessari, per trobar noves paraules quan el sentiment ho desborda tot.
Petonets,
Montse.
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